Relato do Borel Braços Abertos 2014

Neste domingo 23 de fevereiro de 2014 aconteceu a primeira prova de comunidade de 2014, Borel Braços Abertos, com percursos de 5 km e 10 km, com uma altimetria de deixar algumas corridas de montanha no chinelo. Dia lindo, que proporcionou o encontro de vários amantes do running no Morro do Borel, local onde era palco de guerras hoje foi cenário de alegria e confraternização. Dia de ter orgulho de ser brasileiro, de ser carioca, vendo os moradores do Borel cheio de alegria em nos receber. Confesso que antes da largada, reunido com muitos amigos, veio àquela lágrima de alegria de poder fazer parte daquela festa, de ter conquistados novos amigos, de ter incentivado e estar junto com velhos amigos.


Análise da Organização:







Eventos de custo baixo para os participantes (2 kg de alimentos) são sempre ótimos para o incentivo ao esporte. Fazer uma corrida dentro de uma comunidade é uma ideia genial, onde é feita a integração entre asfalto e favela, mostrando principalmente que o povo do morro é receptivo e tem muita coisa boa para mostrar, além de nos proporcionar percursos diferentes dos convencionais. Os organizadores promoveram uma verdadeira festa, com DJ e banda da PMERJ o som estava muito bom, fazendo com que o clima ficasse maravilhoso. Existiu uma tenda para tirar fotos que eram impressas na hora, tudo grátis e sendo feito com muita boa vontade. Para os corredores a estrutura básica foi boa, com pontos de hidratação perfeitos e alimentação no final. Achei muito boa a organização.






Não gostaria de tocar em nenhum ponto negativo sobre esta prova, pois adorei, porém acho necessário para que haja melhorias nas próximas. A falta de divulgação no site do Borel Braços Abertos sobre a necessidade de 2 kg de alimento não perecível na entrega do Kit, foi o maior ponto negativo. Os demais problemas foram isolados, como os staffs juntamente com os responsáveis pelo trânsito em alguns trechos desatentos, pois nas ruas da Tijuca fora do morro tinham pontos que haviam veículos furando o bloqueio podendo atropelar os atletas, já dentro do morro precisei ficar perguntando para que lado eu fosse, devido alguns staffs não estarem atentos.  Algo que achei inaceitável que não foi de responsabilidade da organização, mas quero deixar a minha indignação ao desrespeito de alguns motoristas xingando os atletas em algumas ruas da Tijuca, por conta dos bloqueios que haviam. Um fato mais isolado, porém ridículo foi de um morador de um prédio em frente a um desses bloqueios, de sua janela xingava todos os atletas que por ali passavam. Mas como já disse foram situações isoladas e de forma alguma deixou de abrilhantar o evento, entretanto nós próximos anos pode haver uma divulgação maior para os moradores tijucanos dos pontos que serão bloqueados.


Minha Corrida:

Meu intuito foi correr na parte plana a 4’30”/km, correr na ladeira até onde aguentasse (amigos me avisaram que a ladeira era impossível subir toda correndo) e sentar o pé na descida e assim foi tudo dentro do escript. Foram +ou- 6,5 km de plano e 2 km de subida e 1,5 km de descida. Entre parte plana, subida e descida a que fui melhor foi a descida, apesar de esta semana eu ter identificado um pequeno incomodo no joelho esquerdo, tratei para que não me atrapalhasse no Borel, com o corpo bem aquecido na parte do declive, fui muito bem e confiante superando minhas expectativas, assim fiz o tempo de 50’25”.

 Mas o ponto forte desta prova foi um novo amigo o Sergio Souto na subida (trecho onde eu ainda estava correndo) me dando um apoio digno de um atleta de elite, jogava água em minha cabeça, me deu água e barra de cereais, me incentivando com palavras, são essas coisas que faz a diferença e nos dar a certeza que estamos no caminho certo. Venho aprendendo que correr é bem mais que performance e saúde é algo muito maior, como poder hoje ter ido ao evento com dois grandes amigos, o Leandro Xavier um novo amigo e o Juninho amigo de velha data, saber que incentivei algumas pessoas como Beg (Daniel Mendes) e podendo ajudar o Robercílio em sua primeira prova de corrida, encontrar um amigo de Petrópolis o Rodrigo Lima que eu só conhecia pelas redes sociais e ver o Carlos Augusto pessoalmente contando a histórias de superação. Sem contar com aquela chamada para foto da Equipe Rocinha, “vem, vem, vem, vem”. Poder ter visto pessoalmente o desempenho da Isabela Delfim, voando nas pistas. Enfim ter conhecido e reencontrado toda essa galera que me faz um bem incrível. Obrigado Senhor!

Sergio Souto com sua esposa 


Leandro Xavier, Eu, Juninho e Beg


Robercílio com sua esposa


Isabela Delfim (Campeã dos 5 km)


Rodrigo Lima



Carlos Augusto e Marcelo

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