UMA BOA HISTÓRIA PRECISA DE BONS MOMENTOS - GOLDEN FOUR ASICS 2015



Por: Tathiane Souza Ferreira
A matéria de hoje é sobre história. Mas não sobre a história de uma corrida de 30 ou 20 anos atrás. Será a de uma corrida, que praticamente acabou de acontecer e eu, que não tenho feito relatos sobre corrida, peço licença ao administrador do blog e deixo aqui a minha breve história sobre, Asics Golden Four RJ 2015.
          Não há melhor forma de começar falando sobre os amigos. Fiz tantos, nesses últimos anos e nem sei se mereço. Até ontem, eu não tinha a menor ciência de que iria correr e normalmente, continuei trabalhando ao lado da Claudia Strogoff e do Alexandre, para o bom andamento na tenda hoje. Mas, por volta das 21 horas, recebi aquele convite irrecusável: Tathi, você quer correr amanhã? Como boa libriana que sou, fiquei no em cima do muro (rs). Pedi conselho e aceitei, queria muito aquilo, e tenho certeza, que é pelo simples fato de não poder viver sem endorfina (rs). Fui dormi feliz da vida e, completamente despreparada e, lembrei de um amigo, muito doido, que carinhosamente nos cumprimentamos como Tarjas, treinou todos os dias 10 km para correr 50K e eu corri da corrida praticamente a semana inteira, só malhando. 
       

          Lá fui eu para mais uma Meia Maratona. Senti a mesma euforia de quando enfrentei a Corrida da Ponte em 2013, com 92 KG e terminando a prova com 02:36 min. Eu queria é correr! Talvez pelo fato de ainda sentir dores na parte posterior da coxa e mais uma vez me colocar a prova, num sol escaldante, mas de certo uma coisa, a injeção de ânimo que recebi por parte da Duzza Barbosa e da Jaqueline Pink (amigas), foi o prato cheio. O que me motivou correr? A Amizade.
           Me senti na elite. Me senti da galera e pela primeira vez, uma corredora por vocação (rs). Larguei bem na frente, coisa que nunca fiz, porque eu não tenho o pace dos melhores. Mas, os passos rápidos do pessoal, me incentivaram. Eu não corri em nenhum momento da prova nos habituais 7 minutos por km, foram todos entre,  06’30” e 05’40”. Surpreendentemente, hoje eu corri ouvindo música, me dei super bem. Relaxei entre uma e outra que tocava e chorava algumas vezes quando tocava as que eu mais gostava. Eu não acreditava que estava correndo tão bem. Uma vontade e disposição absurda e só lembrava das coisas boas que me aconteceram e que a melhor delas, certamente, foi ter conhecido as pessoas que eu conheci.

             Encontrava um e outro pelo caminho. Vários gritos e incentivo, até selfie eu fiz, afinal, não é todo dia que eu encontro, Seu Nonô Xavier. Deixei minha música de lado pra tirar foto com ele. Os únicos momentos ruins, foram onde infelizmente vi pessoas se sentindo mal e o pior de todos, foi no Joá. Um rapaz de aproximadamente 30 anos estava infartado. Aquilo mexeu com a minha estrutura, porque, eu estava ali tão bem e ele naquela situação e pensava se tinha alguém esperando por ele na chegada e certamente, última coisa que qualquer corredor gosta de ver durante a corrida, é ver alguém sendo socorrido. Mas, à noite, soube que ele passa bem e que Deus abençoe aqueles que o socorreram. Nesse trecho da história, a solidariedade foi o que mais me mexeu comigo.

           
   Não foi a minha primeira Meia Maratona e espero que eu possa ter várias outras, mas nesse dia de hoje, eu vivi as melhores sensações que a corrida pode dar a alguém. Tive o carinho dos amigos. Os olhares curiosos. Tive o choro de passar pelos 10 km abaixo de 1 hora, sem estar cansada. Teve o momento de oração pela vida do Cristiano e por todos os outros que eu vi pelo caminho precisando de ajuda. Pensamento positivo para minhas amigas, Gisele Diva, que estava na sua primeira meia e a Claudia, que assim como eu e muitos corredores, convive com dores e por fim, a mais gostosa das sensações. Cruzar a linha de chegada correndo, com vontade e disposição de correr mais 21 KM e poder tirar foto com a minha medalha.

     Obrigada por fazerem parte da minha história!

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