Por: Tathiane
Souza Ferreira
Segundo o historiador Milton Teixeira em entrevista ao blog Memória do Rio, a Floresta da Tijuca não é mais uma floresta natural. Ela foi reflorestada em 1861 por Dom Pedro II devido à devastação sofrida com o plantio de café nas fazendas que havia na região e o desmatamento de árvores que eram utilizadas como carvão. Esse projeto do então Imperador do Brasil é o primeiro projeto de reflorestamento do mundo. O intuito era devolver a beleza do lugar, mas também garantir o abastecimento de água na cidade, que estava precário.
Algumas fazendas foram desapropriadas e o que vemos hoje, foi o trabalho de seis escravos designados para o plantio de 100 mil pés de árvores em 13 anos. A importância desse projeto com mais de 100 anos, é a preservação da Mata Atlântica, com; ipês, jequitiba, cedro, ingá, canela, dentre outras espécies.
A Floresta da Tijuca foi reconhecida como o melhor lugar do mundo para caminhada urbana, pelo guia Lonely Planet. O percurso de pouco mais 4 km até a Mesa do Imperador, passa pela Vista Chinesa e quis pesquisar o porquê desse monumento justo na vista mais bonita do local? O monumento foi erguido em homenagem aos imigrantes chineses que vieram para o Rio de Janeiro trabalhar no plantio de chá na floresta, mas que não foi à frente.
As dificuldades com a língua e cultura, segundo o historiador Milton Teixeira, ocasionaram em suicídios coletivos de chineses e o então prefeito Pereira Passos, em 1903 mandou erguer o maior monumento em homenagem a um país oriental na América, obra do arquiteto Luis Reys, na então estrada da Floresta da Tijuca. Edificada pelo Barão do Bom Retiro. O feito dessa obra por parte dos chineses vindos de Macau foi uma forma de homenageá-los. O local já abrigava a Mesa do Imperador, denominada parada oficial da Família Real para o descanso dos passeios, recebeu em 1908, monumento com a vista mais bonita da cidade do Rio de Janeiro.
Cada treino, cada corrida tem sua particularidade. Hoje eu pude contemplar não só o percurso e a paisagem, mas observei com mais detalhe o que cada subida me fazia sentir. Eu me sentia livre, me sentia eu na mais pura essência da palavra. Sou da montanha, do asfalto, do ar puro, sou mais humana e tomada por demasiada vontade de não deixar de existir, e como hoje temos a ajuda da internet, posso dizer que esse meu momento de história, de passadas e de encanto, está devidamente registrado. Assim como o imperador e sua família, assim como os chineses e tantas outras pessoas que por ali passaram, eu também passei um dia feliz. Eu e Deus!




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