Mãe Corredora Assanuma Dri


Assanuma Dri, se alguém disser a ela que nunca vai conseguir acertar, ela apenas responderá: - Beleza! Se eu errar, aprendo. Mas se eu acertar volto e te ensino. Assanuma Dri, mulher determinada, com personalidade, entretanto sabe viver a vida, vencendo seus obstáculos dia a dia. Mãe dedicada, onde seus filhos são prioridades, razão, e felicidade e amor maior. Hoje com ajuda da corrida de rua aprendeu a pintar a vida com cores alegres, conciliando deveres, profissionais, familiares, tendo agora o seu tempo. Decidiu ser mãe depois do término da faculdade e começou a correr há um ano.



Assanuma Dri Mãe
“Ser mãe é mágico. Em minha opinião é quando você toma consciência que a brincadeira de casinha ficou séria. Você tem que se preparar para entender que por algum tempo você não será mais dona de seus horários e vontades. Vai perder a identidade ( identificarão você como a mãe de alguém e nunca lembrarão seu nome). Eu tenho dois príncipes (Samuell Shoiti com 13 anos e Gabriel Koji com 10 anos). Lembro de uma fato marcante com eles,  ao fazer um exame na minha segunda gravidez. Samuell queria muito ver o irmão, na ultra e ao meu lado começou a cantar: marcha soldado cabeça de papel... Nossa! Gabriel ouviu e começou a “dançar” dentro da minha barriga (risos). Tive que pedir para que ele (Samuell), parasse de cantar e esperasse com o pai do lado de fora. Então Gabriel se acalmou. Nunca vou esquecer esse episódio. O Gabriel Koji, ano passado participou de uma corrida kids (500m). Nossa! Eu parecia uma maluca gritando, incentivando ele e toda atrapalhada para tirar fotos.”

Assanuma Dri Corredora
“A corrida entrou na minha vida porque eu me permiti mudar de vida e ser feliz. Como disse acima, quando temos filhos perdemos nossa identidade (eu perdi a minha), e nessa eu me ignorei como pessoa. Não consegui voltar mais ao meu peso, fiquei triste e me isolei. E quando descobri estar com linfedema nos dois tornozelos, tomando remédio todo dia dei um basta as desculpas  e passei a me amar mais, encontrando tempo para mim. Existiram pessoas que não acreditaram em mim. Mas sinceramente eu não comentava nada. Como já postei algumas vezes, não espero nada, o que vier e se vier, tenho como lucro. A competição é comigo mesma. Amo correr porque na corrida me encontrei como pessoa, não almejo pódios. Apenas peço a Deus poder continuar correndo. Os verdadeiros amigos ficam felizes por ver você feliz. Não importa se você não pode estar na balada do fim de semana, ou algum outro evento. Quando posto algumas fotos nas redes sociais vejo que estou incentivando alguns a mudar também. Certa vez numa festinha eu ignorava todos os refrigerantes e salgadinhos (tudo que eu era viciada), e alguns diziam que uma vez não faria mal. Até que um dos meus amigos chegou com uma garrafa de água mineral e colocou na minha mesa dizendo: água pode, não é Dri?!(risos). Minha vida é com tempo cronometrado; vamos dizer assim, mas hoje não abro mão do meu tempo (seja na academia ou na corrida pela ciclovia). É a hora que eu me encontro, é minha terapia. Amo correr, me resgato todas as vezes que treino, é meu encontro; minha terapia, mas não está, em grau de importância, acima de minha família. A sensação da primeira corrida, foi deslumbrante. “ Só de estar no meio daquela gente toda já foi muito bom. Eu olhava e pensava - Meu Deus, vão me pisar aqui! (risos), mas quando soou a largada, só pensei em chegar inteira. E consegui fazer meus primeiros 5Km em 35min. Meu objetivo atualmente é bem simples, nunca mais ter que tomar remédios para linfedema (mantê-lo controlado), qualidade de vida e a atividade física é crucial. No momento em relação a corrida, meu maior sonho é participar de uma corrida em outro país. Um dia quem sabe eu realizo!”

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